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G E O G R A F I A

Begair Pereira Filipaldi (Uso do Solo) Geógrafa/EMPAER

1. Véu de Noiva Localiza-se a noroeste da Cidade de Chapada dos Guimarães, próximo a rodovia MT-251, com acesso através de estrada secundária. Ponto turístico de grande visitação, compreende uma cachoeira de aproximadamente 53 metros de altura, cortando litologias de Formação Furnas, sobre o rio Coxipó; este logo abaixo recebe aguas do córrego Independência, já cortando litologias do Grupo Cuiabá. Nesta área o relevo cacacteriza-se por possuir formas tabulares de topo plano, constituindo o canyon do rio Coxipó, apresentando em suas encostas depósitos aluviais recentes. O mirante do Véu de Noiva, local de fluxo de turistas, tem um grande acúmulo de detritos. Logo acima, localiza-se uma lanchonete, construída em condições precária e sem planejamento. É necessário destinar áreas para estacionamento, serviços, etc., e limitar o acesso até o mirante apenas a pedestres assim como fazer uma constante manutenção da estrada de acesso

2. Mirante Localiza-se a leste-sudeste da cidade de Chapada dos Guimarães, ás margens da rodovia Mt-251 e da escarpa formadora do planalto dos Guimarães. Local de grande visitação turística, de onde avista-se a peneplaníce cuiabana e a sudeste a continuação da escarpa. O seu topo caracteriza-se por apresentar um relevo plano, onde afloram camadas da Formação Ponta Grossa, encontrando-se fragmentos de fósseis limonitizados; descendo aflora o nível de contato gradacional com a Formação Furnas, com formas tabulares, escavando vales de paredes íngremes; abaixo avista-se o Grupo Cuiabá, com relevo de topo convexo, em forma de crista; em toda a sequência predominam os depósitos aluviais recentes. Neste local a humanização da Paisagem é evidente, o acesso de carro se dá até a beira da escarpa, caminhos de pedrestes ativam a erosão; construções utilizadas para a exploração comercial, atualmente abandonadas, e o acúmulo de lixo são as características da passagem do homem por este local. Para uma adequada utilização do local é necessário limitar o acesso de veículos, através da elaboração de um plano de ocupação da área.

3. Morro de São Jerônimo Localiza-se a oeste da cidade de Chapada dos Guimarães, é um dos monumentos de destaque da escarpa estrutural que forma o planalto dos Guimarães, forma típica de relevo tabular (desenho 02.). Tem aproximadamente 836 metros de altitude em seu topo; em toda a sua espessura estão registrados desde camadas do Grupo Cuiabá, até a altitude da escarpa, o contato com a Formação Furnas e no topo camadas da Formação Ponta Grossa. As características gerais da região são relevos de topo aplanado, formando vales em "V" na encosta da escarpa, predominado escarpas estruturais e erosivas da Formação Furnas. Em sentido leste, a região apresenta relevo de topo plano até os limites da escarpa, na serra do Quebra-Gamela. O relevo ruiniforme é característico por toda a área, encontrando-se formas esculturais e desfiladeiros no cerrado. As rochas metassedimentares de Grupo Cuiabá têm como característica a esculturação do relevo ondulado, de topo convexo, formando cristas. Esculturando vales nas áreas de nascentes localizadas na escarpa, até chegar a altitude média de 250 metros, seus rios têm características de jovens a maturos, adquirindo a senilidade mais ao sul, na depressão paraguaia. As estradas de acesso a esta área são predominantemente sobre arenitos, as áreas secas e planas encontram-se em bom estado de conservação, apresentando camadas de areia de até 20 cm, na estrada de acesso á sede da fazenda, passa-se por uma área acidentada com riachos de água cristalina e refúgio da fauna.

4. Salgadeira O complexo social e turístico de salgadeira localiza-se a noroeste da cidade de Chapada dos Guimarães, na rodovia MT-251, no trecho onde tem início a mudança de altitude, para chegar até o planalto dos Guimarães. Corresponde a uma área de lazer e recreação, com restaurante, quadras de esporte e locais para banhistas. Ponto turístico de parada obrigatória, situada na base de escarpa, recebe grande número de turistas e habitantes locais, qua são atraídos pelas cachoeiras do córrego da Salgadeira e da Paciência. O acúmulo de detritos nestes locais é grande, assim como a depredação do ambiente natural, com áreas desmatadas, assoreamento dos córregos e crescimento desordenado de estabelecimentos comerciais. A área de nascente do córrego Salgadeira caracteriza-se por possuir relevos com formas tabulares de topo ruiniforme e relevo ondulado, em forma de cristas, de topo convexo, formando vales de fundo plano. A ocupação desordenada deste espaço está alterando a taxa de erosão, assoreando os riachos, devidos a retirada da cobertura vegetal de suas margens e da vegetação rasteira. É necessário recobrir o solo, garantindo o suporte da pequena camada de solo ainda existente.

5. Cachoeirinha Localiza-se sobre a ponte de rio Coxipó, na rodovia MT-251, a noroeste da cidade de Chapada dos Guimarães. Este local é utilizado como ponto turístico de grande visitação. A cachoeira corta litologias da Formação Furnas, e é a principal atração turística do local. A área está totalmente descaracterizada, devido á instalação de lanchonetes, restaurantes, utilizando a sombra das árvores como estacionamento, escavando churrasqueiras no solo, construção de muro de arrimo nas margens do rio e da cachoeira. A utilização inadequada do local, levou a um grande acúmulo de detritos deixados pelos visitantes e com a falta de planejamento para a utilização da área, não foi destinado local para estacionamento. O restaurante está localizado ás margens do rio, na parte inferior da cachoeira, na área de deposição de sedimentos. Este local é utilizado como residência e todo o esgoto e lixo doméstico são depositados no rio. A criação de aves causa também acúmulo de detritos, que são carregados para o rio durante as cheias. A grande frequência de visitantes e a falta de manutenção estão causando um alto índice de erosão local, comprometendo a vida da vegetação ás suas margens; árvores de grande porte estão sendo levadas pelas águas das cheias. A solução para este grave problema de degradação ambiental e poluição de mananciais é o planejamento adequado para a utilização destas áreas, delimitando áreas para banhistas, áreas de serviços e estacionamento, e reconstituição do ambiente do ambiente natural. A intervenção do estado torna-se essencialmente necessária nesta área, para sua utilização adequada.

6. Caverna Aroé-Jari Situada a aproximadamente 40 km da cidade de Chapada dos Guimarães, na região sudeste do município. Foi esculpida em formações areníticas. Esta caverna encontra-se estratigraficamente entre o contato com a Formação Furnas e o Grupo Cuiabá. A Formação Furnas nesta área apresenta níveis com arenito médio a fino, síltico, com camadas de óxido de ferro, intercalados com níveis conglomeráticos, com seixos de médios a grandes, bastantes silicificados. O pacote apresenta falha de sentido nordeste, tendo uma espessura de aproximadamente 70 metros. Na parte posteior do pacote ocorem diversas formações de grutas, a maior delas chamada de Lagoa Azul, devido a coloração de suas águas, onde a água é represada depois de passar por cursos subterrâneos, passando a drenagens superficiais, formando canyons. A região caracteriza-se por apresentar escarpas areníticas, estruturais e erosivas, e escavação de vales em " V ", nas nascentes do córrego da Caveira. As esculturações do relevo que merecem destaque são: Cruz de Pedra, formada no arenito, tendo a forma de Cruz, preservando os planos de estratificação e a Ponte de Pedra, situada próximo ao caminho de entrada na caverna. Predominam formas erosivas tabulares, separadas por vales de fundo plano. O acesso é através da fazenda Medianeira, onde estão localizados os terrenos utilizados para agricultura mecanizada, devido ás característica do relevo de topo plano (foto 03). Após a fazenda o acesso se faz através de pequenas estradas internas, construídas sobre o arenito, estando estas em péssimo estado de conservação, com inúmeras valas escavadas pelas águas das chuvas. A estrada de acesso á entrada principal da caverna localiza-se sobre uma vereda, sendo impraticável no período de chuvas, porém na estação seca é possivel a entrada até suas proximidades, prejudicando importantes nascentes. O solo rico em matéria orgânica transforma-se em atoleiros, quando muito frequentado. Toda a área possui diversos caminhos feitos pelo grande número de visitantes e acampamentos. Foi encontrada grande quantidade de lixo inorgânico na entrada principal e na Lagoa Azul. A visitação desse importânte monumento e local de refúgio da fauna deve ser orientada evitando qualquer forma de alteração do ambiente natural e degradação dos mananciais.

7. Cidade de Pedra Localiza-se a noroeste da Cidade de Chapada dos Guimarães, próximo á rodovia MT-251, na zona centro-oeste da área delimitada para o Parque Nacional de Chapada dos Guimarães. Formações rochosas no arenito da Formação Botucatu, com formas de topo pontiagudo, podem ser consideradas áreas tipo deste forma escultural de relevo, recobetas por capas laterística que suportam a sua modelação. Esta formação caracteriza-se por apresentar arenitos de cor vermelha, pouco litificados, com estratificações cruzadas, depositados por processos, eólicos.

8. Portão do Inferno/Mata Fria Localiza-se no trecho da rodovia MT-252, com as curvas mais perigosas, onde já ocorreram diversos acidentes automobilísticos fatais. Região onde a rodovia acompanha a escarpa, com diversos despenhadeiros. Caracteriza-se por possuir relevo de formas ruiniformes, diferenciados onde afloram camadas da Formação Botucatu. A Formação Botucatu caracteriza-se por apresentar arenitos depositados em ambientes desérticos, pouco litificados, esculturando formas de relevo ruiniforme, pontiagudos, recobertos por capas laterísticas que mantêm a sua modelação. A Formação Furnas apresenta formas esculturais mais suaves, chegando próximo a um relevo plano; depositada em ambiente aquoso, a rocha apresenta-se bastante silicificada, com maior resistência. O Portão do Inferno representa o contato entre as duas formações. Os paredões que acompanham a rodovia, desde a Salgadeira até o Portão do Inferno, encontram-se totalmente alterados de seu padrão natural, com inúmeras pichações. Seguindo em direção á cidade de Chapada dos Guimarães e Formação Botucatu aflora na escarpa superior próximo á estrada, onde localizam-se algumas chácaras, com construções na base, correndo o risco de soterramento, com o deslocamento de blocos de arenitos. No final da escarpa, fazendo parte do planalto dos Guimarães ocorrem por capas laterísticas modelando figuras que dão asas á imaginação. Nas margens da rodovia encontram-se vestígios de uma antiga estrada, que atualmente está bastante erodita, formando diversas valas. São necessários o controle e a recuperação desta área.

9. Morro Cambambe Localiza-se a norte-noroeste do distrito de água fria, no município de Chapada dos Guimarães. O acesso é através de etradas vicinais, não pavimentadas. Na estrada de acesso, no local denominado Serrinha de Água Fria, encontram-se uma falha normal (graben), de sentido nordeste, cortando paralelamente uma escarpa erosional de sentido leste-oeste. As camadas expostas são da Formação Botucatu e do Grupo Bauru, apresentando relevos ruiniformes e tabulares, respctivamente. Os depósitos recentes são em leques aluviais, acompanhando a escarpa. Neste local o transporte de sedimentos atuais ocorre exclusivamente através de correntes intermitentes, formando vales de fundo palno; as nascentes localizam-se na região de planície. A localidade de Água Fria, cujo nome é devido a um córrego, compõe-se de casas de arquitetura colonial e outras construídas de barro e palha, materiais encontrados na própia região. Composta por Chácaras e fazendas, seus habitantes praticam a agricultura e agropecuária, embora a atividade principal seja o extrativismo mineral. Possui um solo concrecionário, latossolo-vermelho distrófico. Ricardo Weska, em 1987, conclui estudo na região a partir de uma compartimentação faciológica, indicando alforamentos da fáceis cambambe. A área em estudo apresenta relevo residual de topo aplanado, de superfície erosiva tabular, rodeado por terrações, seperados por vales em " U ", com nascentes na base de morro. Sua encostas estão recobertas por depósitos aluviais recentes. O morro Cambambe representa o início da escarpa estrutural que forma o planalto dos Guimarães. A transformação do espaço pelo homem está evidênciada pela alteração do ambiente natural, a erosão provocada pelo homem está presete desde a base do morro, encontrando-se também evidências de escavações com objetivos científicos.

10. Lapa do Frei Canuto Localiza-e a leste-sudeste da cidade de Chapada dos Guimarães região de ocupação histórica pelos jesuítas, atualmente refúgio da fauna da região. No topo da escarpa estão localizadas as nascentes do ribeirão Sumidouro, formado cascatas de caráter perene e intermitente, com escoamento superficial sobre as camadas argilosas da Formação Ponta Grossa. A região tem como característica peculiar a formação de terraços na base da escarpa, que é utilizada para a criação de gado de corte. A escarpa apresenta-se em alguns locais totalmente tomada pela vegetação, que se desenvolve a partir de depósitos em leques aluviais e em outros com paredões lavados pelas águas das cascatas. Nesta área, é possível descer a escarpa através de caminhos escavados na rocha, existindo tambem caminhos trafegáveis em direção á cidade de Cuiabá. O caráter antrófico da região se evidencia pela utilização desta área para pecuária e agricultura, com nascentes pisoteadas pelo gado e vestígios de queimadas no tronco das árvores. A erosão causada pela águas da chuva escava esculturas nos arenitos. Abaixo dos terraços o relevo apresenta-se com formas de topo convexo em cristas, elaborando vales em " V ". Na altitude média de 250 metros o Grupo Cuiabá está sofrendo um processo de peneplanização e consequente deposição na bacia do Pantanal. Na região de planície próxima á escarpa, a ocupação do solo se dá através da atividade agrícola e extrativismo mineral, este responsável pela degradação dos mananciais.

11 - Independência Localiza-se a oeste da cidade de Chapada dos Guimarães, dentro da área delimitada para o Parque Nacional de Chapada dos Guimarães. Região onde afloram camadas da Formação Ponta Grossa e da Formação Furnas, em diversas estradas vicinais e no córrego Independência. Área onde existem numerosos monumentos espalhados. A casa de Pedra, formação rochosas onde o córrego Independência escavou uma gruta sobre a Formação Furnas, é local e grande visitação turística;

DIRETRIZES GERAIS DE USO As Diretrizes Gerais de Uso, neste trabalho são consideradas como as Normas e Critérios de como devem ser usados estes monumnetos. Bem como a legislação que protege acerca de algumas situações. Muitas não possuem qualquer resguardo legal. Estas são merecedoras de estudo jurídico mais detalhado. A memória destes monumentos também devem feitas de maneira ordenada, obedecendo um padrão nas obras civis, bem como dando prioridade de execução ás obras de maior necessidade na contenção da destruição do ambiente. Estas prioridades estão identificadas no cronograma de Diretrizes Gerais de Uso. Para melhor clareza, os monumentos foram agrupados segundo a intensidade de impacto ambiental. Retendo, assim, uma maior visão do ambiente natural, legislação, grau de depredação e soluções minimizadoras. Com isto, definem-se uma série de restrinções á ocupação desordenadas, seja ela já estabelecida ou com fortes pressões ao estabelecimento inadequado. Bem como, recomendações para conter a evolução de processos degradatórios do meio natural e sugestões para um uso compatível. Esses grupos são: Grupo I - Monumentos com uso turístico extensivo; Grupo II - Monumentos com uso turísticop intensivo; Grupo III- Monumentos com uso agropecuário e Garimpeiro Estes grupos serão tratados a seguir.

GRUPO I - MONUMENTOS COM USO TURÍSTICO EXTENSIVO DEFINIÇÃO Os monumentos incluídos neste grupo possuem uma visitação turística moderada. Ao ponto de manter a maior parte da áreas naturais, mas podendo apresentar algumas alterações antrópicas. MONUMENTOS: GRUTA AROE-JARI/MORRO DE SÃO JERÔNIMO Objetivos específicos: - proteger o ecossistema primitivo, no caso da gruta, através de uma unidade de conservação; - possibilitar atividades recretivas primitivas,tais como passeios á pé, através de trilhas e caminhos pré-estabelecidos,num ambiente essencialmente natural e rústico; - recuperação e um novo traçado das trilhas já existentes. Diretrizes gerais de uso: - visitação em grupos pequenos, média de 05 pessoas, acompanhadas por guias qualificados; - a sinilização e trilhas deverão ser discretas, construídas com materias que compatibilizem com o ambiente e em número estritamente necessário. As trilhsd deverão evitar as áreas sensíveis ao pisoteamento como as veredas, o acesso e devem ser feitos no cerrados; - a visitação á gruta deve ser feita apenas nos primeiros 20 metros a partir da entrada principal; - o controle de agrotóxicos de erosão nas áreas de entorno, através de alocação de containes para armazenamento dos resíduos sólidos. - Estes devem ser alocados no estacionamento; - paralização do processo de desmatamento nas áreas das veredas e matas de galerias.

GRUPO II - MONUMENTOS COM USO TURÍSTICO INTENSIVO DEFINIÇÃO Estes monumentos são caracterizados por um turismo de grande ,intensividade, causando muitas vezes a descaracterização do ambiente natural. Este grupo possui facilidades de visitação, contendo estacionamento fácil e próximo aos monumentos. Muitos destes monumentos contém centro de visitantes , bares e outras facilidades e serviços. MONUMENTOS: RIO MUTUCA, RIO CLARO, RIO SALGADEIRA, CACHOEIRINHA, VÉU DE NOIVA, MIRANTE, COMPLEXO DE CACHOEIRAS DO RIO INDEPENDãNCIA, CASA DE PEDRA. Objetivos especificos: - ordenar o turismo; - proporcionar a recreação e turismo sem causar depredação e impacto. - proporcionar ao visitante um contato com as belezas naturais da região (cachoeiras, paisagens cênicas etc.); - atingir o público visitante destes monumentos, com a educação ambiental através de folhetos,cartilhas, audio visual etc. Diretrizes gerais de uso: - programas de educação nas escolas e distribuição de folders e cartilhas para os usuários, fortalecendo a consciência preservacionista; - paralização do processo de desmatamento e recuperação das margens dos rios através da reposição da vegetação nativa e delimitação das áreas de banhismo; - delimitação das trilhas principais, obdecendo a situação topográfica do terreno e vegetação sensivel. Em caso inevitável a travessia pela vereda, as trilhas devem ser construídas com material que compatibilize com o ambiente. As trilhas excessivas devem ser interditadas para recuperação; - placa com informações gerais nas imediações dos estabelecimentos e no percuso das trilhas apenas pequenas placas educativas, em número o mais reduzido possível; - construções civis devem ser controladas e normatizadas; - controle e manejo do fogo, através de aceros e torres de fiscalização; - as edificações já existentes deverão ter fossas sépticas e sumidouros, guardando uma distância mínima de 300 m na horizontal, dos curos d' água; - coibir criações de animais domésticos; - providenciar junto a Prefeitura de Cuiabá ou Chapada, o recolhimento do lixo armazenado nos containers e nos depósitos de lixo improvisados; - recuperação das áreas degradadas em alguns trechos da bacia, com utilização de bacias de amortecimento.

GRUPO III - MONUMENTOS COM USO AGROPECUÁRIO E/OU GARIMPEIRO DEFINIÇÃO A pecuária e/ou agricultura são as principais ações degradatórias nestes monumentos; a ação garimpeira atua secundariamente nesta região. Muitos destes já sofreram grande impacto. No momento, a visitação turística nestes locais não existe ou é moderada. Podendo futuramente ter grande potencial turísco/científico.

MONUMENTOS: MORRO DO CAMBAMBI, BURITI, VALE DO JAMACÁ, SERRA DO ATIMÃ. Objetivos especifícos: - ordenar as atividades agropecuária e garimpeira; - proporcionar, no monumento Morro do cambabê e Buriti, um turismo cultural e ecológico. Diretrizes gerais de uso: - efetuar estudos sobre as aptidões agropastoris, bem como as respectivas pertubações ambientais; - as edificações devem conter fossas sépticas e sumidouros; - controle de agrotóxicos, desmatamento e caça pelos órgãos federal, estadual e municipal; - controle por parte dos órgãos estaduais e municipal, das instalações de obras hidráulicas, exigindo-se estudos hidrológicos; - construções de bacias de amortecimento; - implantação de áreas de refúgios da fauna e flora; - cadastramento e controle dos garimpos; - construções de açudes para lavagem do cascalho diamantífero; - todos os empreendimentos novos devem ser analisados pelos órgãos para tal competência (IBAMA),FEMA etc.); - controle de queimadas através de aceiros; - cadastramento e reconstituição dos monumentos culturais, principalmente do Buriti, com a finalidade de desenvolvimento de turismo cultural.