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P A L E O N T O L O G I A

Prof. Dra. Raquel Quadros- Profa. GEOLOGIA - FUFMT

Característica da área

Na característica de uma área dada é necessário que se estabeleçam, inicialmente, os pontos que são considerados para a sua efetivação. No caso específico, o principal parâmetro é a paleontologia. Contudo, faz-se imprescindível um pouco da história geológica da região , no contexto global, bem como um pouco de sua geologia atual. Só então poder-se-á caracterizar paleontologicamente os pontos selecionados pelo grupo de trabalho.

História geológica - contexto global

O espaço geográfico do projeto é parte da bacia do Paraná, unidade geotécnica com uma extensão de 1.000.000.000 de Km2. No Brasil abrange os estados de Mato Grosso do Sul, Goiás, Minas Gerais, São Paulo , Santa Catarina e rio Grande do Sul (Mapa 2). Nela tem-se o registro de desde o Paleozóico (Fig. 1).Trata-se de uma das mais bem estudadas bacia sedimentar brasileira (Petri e Fúlgaro, 1993). Essa bacia se instalou no craton brasileiro a partir do período Siluriano, época em que ocorreu a primeira invasão marinha. Registros desse evento são encontrados nos estados de Goiás e Mato Grosso (Alto Garças, subsuperfície. Nesses locais tem-se o depósito de sedimentos da Formação Vila Maria (Farim Lima, 1976).

A segunda invasão marinha ocorreu durante o Devoniano e corresponde á maior transgressão marinha em território brasileiro (Schneider etalii, 1974). A presença deste grupo Paraná (Formações Furnas e Ponta Grossa ). Ao final do Devoniano, o mar se retira, ficando restrito às porções sul e sudeste da bacia do Paraná. Rochas sedimentares do Grupo passa Dois (Formações Irati e Estrada Nova) atestam a presença dessa situação ambiental ocorrida no permocarbonífero (Petri e Fúlgaro, 1983).

Durante o Mesozóico ,um acentuado fenômeno de desertificação tomou conta de toda a superfície correspondente á bacia do Paraná. Rochas da formação Botucatú são os registros dessa fase. No final do Mesozóico(Cretáceo) processos tectônicos e vulcânicos ocorrem em toda a bacia. Seu registro pode ser constatado pela presença de rochas ígneas da Formação Serra Geral e Vulcanossedimentares da Formação Bauru (Schneider et alii,1974).

No Cenozóico, sedimentos terciários/quartenários com características ambientais localizadas recobrem todo o pacote de rochas, anteriormente depositados. Desse período são, também, os depósitos fossilíferos de vertebrados encontrados em cavernas calcárias, distribuídas no território brasileiro (Petri e Fulgaro, 1993)

Geologia da região - breve resenha

A área de estudo é formada por rochas metamórficas, sedimentares e vulcanossedimentares . Sua história geológica inicia-se no Pré-Cambriano e vai até o Cenozóico (Fig.2).

As rochas metamórficas constituem o Grupo Cuiabá, de idade estimada em 1.500 m.a., com base em datação radiométrica. Sua litologia é constituiída de sucessões de camada meta-areníticas ou conglomeráticas e zonas de filitos ardosianos. Apresentam-se fortemente dobradas segundo eixos orientados para NE-SO (Luz et alii, 197).

Na área ocupa as porções N?NO e S?SW e serve de embasamento á seqüência sedimentar superior. Segundo Almeida (1954), representa o grande peneplano sobre o qual transgrediu o mar Devoniano. As rochas sedimentares compõem o Grupo Paraná (Formações Furnas e Ponta Grossa) e Grupo são Bento (Formação Botucatú). O primeiro grupo do Paleozóico (Devoniano) e o segundo do Mesozóico (Triássico-Cretáceo). Em termos de tempo geológico, m.a. separam o término da deposição do primeiro e o início da deposição do segundo.

Grupo Paraná - As rochas deste grupo é que formam toda a escarpa e o platô da região de estudo , no município de Chapada dos Guimarães (Fig.04). A formação Furnas pertence á seqüência à seqüência arenosa da base.

Os relictos do topo, portadores de rica fauna de invertebrados marinhos , constituem os sedimentos da Formação Ponta Grosso (Quadros, 1987).

Grupo são Bento - Formação Botucatú - litologicamente constituído por arenitos avermelhados de granulação média a grossa e superfície fosca. Grandes estratificações cruzadas evidenciam seu caráter eólico (Oliveira & Muhlmann, 1967). Na área selecionada sua melhor exposição ocorre no Terminal Turístico de Salgadeira e arredores. Sua distribuição areal situa-se na região centro-norte da área objeto de estudo.

A seqüência vulcanossedimentar grupo Bauru (Weska, 1988) ocupa a porção nordeste da área, estendendo-se para além dos limites da mesma .

Especificamente a porção fossilífera deste grupo é encontrada no Morro Cambembe (Fig.5), distrito de Água Fria, município de Chapada dos Guimarães. Segundo Derby (1890), desse local foram coletados restos de quelônios e dinossauros.

De maneira geral, a litologia do grupo é constituída por conglomerados e arenitos de granulação grossa a fina. Ocasionalmente ,níveis argilosos. Como estruturas primárias ocorrem estratificações plano-paralela e cruzada (rara) (Weska,1988).

Caracterização paleontológica

De acordo com a definição do grupo de trabalho, 15 foram os pontos selecionados para caracterização global, segundo a área de atuação de cada profissional. Desse contexto será discriminado a seguir a caracterização paleontológica ponto a ponto. A localização geográfica de cada um pode ser observada no Mapa I.

1o - Caverna Aroe-Jari (Caverna do Francês) - Até o momento nenhum registro paleontológico existe na região conhecida pela toponímia acima. A área da caverna e arredores foi checada através de caminhamentos, e á época do trabalho de campo não se constatou nenhuma evidência fossilífera. Dado que corrobora com o que existe na bibliografia pesquisada.

2o. - Lagoinha - Segundo Carnier (In: Clarke, 1913) e Caster (1942), na região de Lagoinha temos, aflorando, uma seqüência devoniana, possivelmente a porção superior da formação Ponta Grossa. A fauna de invertebrados é pobre em quantidade e qualidade. A visita feita, durante este trabalho, permitiu comprovar a efetiva existência de um afloramento fossilífero pobre. As poucas amostras coletadas registram a presença do gênero Lingula (Braquiópoda inarticulado), fragmentos de Palecípoda e alguns traços fósseis. Esse material encontra-se depositado no Laboratório de Paleontologia da UFMT. Essas amostras foram encontradas em um sedimento pelítico predominantemente argiloso. No - Jamacá - Segundo a autora, com base em pesquisa em desenvolvimento desde 1988, existe na confluência dos rios Capão-de-Boi e Olho-d'água, ou seja, no início do rio Jamacá, um afloramento fossilífero estratigraficamente posicionado, na porção média da Formação Ponta Grossa.

Os fósseis encontrados Iropidoliptus carinatus, Chonetes ssp., Terebratu lídos indeterminados (Braquiópodes articulados), Anéis de Crinóide (Equinodermata), sugerem, a princípio, uma idade Devoniano Médio.

A litologia aflorante é constituída por arenitos por vezes siltosos. Preferencialmente maciços, sendo que em alguns níveis se observa incipiente estratificação planoparalela. A visita feita durante este trabalho objetivou mais a verificação atualizada das condições ambientais do afloramento.

4o. - Lapa Frei Canuto - O local e seus arredores situam-se estratigraficamente na mesma posição que a Caverna Aroe-Jari - porção basal de Formação Furnas. E igualmente á anterior, inexiste na bibliografia referência á presença de afloramento fosssilífero. O caminhamento realizado não alterou os dados já existentes na literatura. Nada do que foi visto pode ser atribuído á atividade orgânica preservada na rocha.

5o - Monjolo dos Padres - Situado na área urbana da cidade de Chapada dos Guimarães, o registro deste afloramento fossilífero na literatura data de 1942 por Caster. Em seu trabalho esse autor salienta a importância deste afloramento como a existência do Devoniano Médio no pacote sedimentar da Chapada dos Guimarães - Mt. Como resultado de pesquisa realizada em 1988, Quadros & Melo (1988) apresentam novos dados sobre o conteúdo fossilífero desse afloramento.

A sua posição estratigráfica eqüivale aquela ocupada pelos sedimentos aflorantes no Jamacá (ponto 3). Igual similaridade é mantida por seus componentes litológicos. Assim como pontos anteriores a visita feita durante o trabalho serviu para checar as condições ambientais do afloramento.

6o - Serra Atimã - Topograficamente, representa um dos pontos mais altos do platô da Chapada dos Guimarães - 800 metros de altitude. A presença de afloramento fossilífero na área foi registrada por Quadros (1977). O conteúdo fossilífero descrito assinala a presença exclusiva do gênero Lingula (Braquiópode inarticulado). A rocha matriz é pelítica, com predominância de de sedimentos argilosos. Estratigraficamente é correlacionável ao afloramento Lagoinha, que representa o topo da Formação Ponta Grossa na região - idade presumível Devoniano Superior. Durante a fase de campo deste trabalho, foi possível coletar algumas amostras que se encontram depositadas no Laboratório de Paleontologia da Universidade Federal de Mato Grosso.

7o - morro de São Jerônimo - Estratigraficamente, representa a melhor exposição a média exposição a média distância da fase de transição das Formações Furnas e Ponta - Devoniano (Fig.6). O " nível fossilífero" do topo do morro está reduzido a escassos fósseis rolados. Possivelmente porque o real nível de fóssil já foi erodido.

8o - Cachoeira da Independência - Por sua posição estratégica - zona de contato do Grupo Cuiabá com o Grupo Paraná (Formação Furnas), provável ambiente fluvial de grande competência e composição sedimentológica grossa (conglomerada) - é pouco provável que se tenha na área o registro de fósseis. Na bibliografia disponível é considerado seqüência afossilífera.

Na área global denominada Independência é considerado seqüência afossilífera.

Na área global denominada Independência ,nas colinas suaves que recobrem a escarpa, Quadros (1977) registrou a presença de afloramento fossilíferos de idade Devoniano Inferior. O seu conteúdo faunístico é rico em quantidade. Foi registrada a presença de representantes dos filos Braquiápode, Molusca , Arthrópode e equinodermas, além de numerosos traços fósseis. A litologia predominante é o saltilo folhelhos de cores variadas. A sua posição estratigráfica é de base da formação Ponta Grossa.

9o - Salto Véu de Noiva - Por correlação, é o equivalente lateral dos afloramentos encontrados na Independência. O registro de fósseis nesta área foi feita por Quadros (1977). A composição faunística dos fósseis é praticamente a mesma daquela encontrada em seu equivalente lateral. Merece destaque o fato de que nesse local tem-se uma das melhores exposições de transição Formação Furnas X Formação Ponta Grossa com os variados tipos de traços fósseis.

10o - Buriti - Segundo Quadros (1987), área com essa denominação no município de Chapada dos Guimarães, situa-se estratigraficante acima da seqüência fossilífera da Independência e Véu de Noiva. Á autora (op.cit.) cabe o registro desse jazido fossilífero. Os fósseis registrados pertencem ao fito braquiópode. Os fósseis registrados pertencem ao fito braquiópode. A visita feita a esse afloramento serviu para avaliar as condições ambientais do mesmo.

11o - Mata Fria - Essa área situa-se em terrenos mesozóicos da Formação Botucatú. Na bibliografia nada existe registrado. A visita de campo confirma essa informação. 12o - Ponta Rio Claro - No tocante á paleontologia nada existe, sobre a presença de fósseis nessa região. A principal razão é sua posição estratigráfica, seu constituinte litológico são rochas pré-cambriana pertencentes ao Grupo Cuiabá.

13o - Cidade de Pedra/14o - Morro Só - Neste local o que aflora são rochas arenosas da Formação Botucatú. Basicamente sua origem eólica inviabiliza a preservação de formas de vida. Portanto, até o momento nenhum jazido foi registrado em rochas dessa formação.

15o - Bom jardim - estratigraficamente posiciona-se na Formação Bauru. Na visita de campo nenhuma evidência de fósseis foi constatada.

Além desses pontos, foi visitado o Morro Cambembe, que se constitui no único afloramento de vertebrados (Fig.8) que se tem notícia comprovada, na região de Chapada dos Guimarães. Os sedimentos deste morro fazem parte do Grupo Bauru (Weska,1988) de idade cretáceo. Os moradores da região comentam a existência de outros jazidos de " ossos de gigante", porém, a limitação do projeto impossibilitou o trabalho científico de busca de outros afloramentos.

- Avaliação das condições ambientais

Por se tratar de um relatório de cunho paleontológico, restringir-se-à o item apenas aos locais com existência comprovada de fósseis. Como pontos de avaliação dos afloramentos serão considerados: condições de acesso e estado de preservação.

Lagoinha - O acesso para observação é facilitado porque situa-se ao lado da estrada secundária que leva ao rio da Casca. Todavia, por se tratar de uma elevação topográfica de aclive acentuado o deslocamento fica prejudicado.

O afloramento possui bem desenvolvida área exposta. Portanto totalmente passível á ação dos gentes de intemperismo. Na porção mais basal é possível se observar formação de grande voçoroca.

Jamacá - As rochas deste afloramento são visíveis nas laterais do rio homônimo. São barrancos de altura variável (1 m - 4 m), o que compromete um acesso fácil. Um fator complicado é a necessidade, por vezes, de cruzar o rio.

Por sua posição topográfica de acesso difícil, o afloramento se mantém inalterado em suas condições ambientais. Maior ou menor erosão ficam a cargo do período de chuva ou seca. Lembrando que a mata ciliar existente nas laterais do rio ajudam a evitar a ação erosiva.

Monjolo dos Padres - Apesar de situado na área urbana, o acesso a este afloramento não é fácil. Situa-se nas laterais de um vale com declive acentuado. A densa vegetação chega a dificultar a visualização de rocha aflorante, pois desenvolve solo espesso.

No tocante às condições ambientais, mesmo localizado em área urbana, ele se encontra inalterado. A vegetação exuberante é uma frágil proteção. Frágil porque constantemente esta exposta aos risco de queimada.

Serra de Atimã - O deslocamento até a Serra de Atimã é facilitado porque parte da estrada está asfaltada e outra parte é uma secundária em excelente estado de preservação. O acesso ao afloramento propriamente dito é difícil. É necessário descer aproximadamente 8 metros de declive acentuado - borda da serra.

Desde seu registro em 1977 (quadros) ele se mantém inalterado exceto por maior densidade da vegetação que o recobre. Fato este vinculado ao período das chuvas ou da seca.

Cachoeira da Independência - Arredores - o acesso aos afloramentos é excelente, pois estão localizados praticamente ao lado da estrada secundária que corta toda essa região. Trata-se de ravina naturais de pouca espessura. O deslocamento a pé não chega a atingir 10 m.

Por se tratar de uma área de intensa visitação turística a cobertura vegetal está diminuindo ano a ano. Com isso, os afloramentos são mais e mais expostos à ação do intemperismo.

Salto Véu de Noiva - Esse é o local cujo acesso é o melhor de todos. O afloramento situa-se nas bordas da estrada secundária que leva ao salto (fi. ). mais precisamente ao longo da descida que conduz ao observatório ali construído.

As suas condições ambientais assemelham-se ao que existe na Independência. Neste local específico, a ausência de vegetação expões o afloramento à constante lixiviação provocada pela chuva.

Buriti - O afloramento localiza-se ao lado da estrada (fig. ), o que facilita o acesso. Por se tratar de um corte de estrada em ambiente tropical, o solo se desenvolve com muita rapidez cobrindo totalmente a rocha aflorante. Rocha esta que contém os fósseis.

Morro do Cambembe - até a localidade de Água Fria a estrada é razoável. Existem pontos onde a grande quantidade de areia prejudica a movimentação de veículos. Alguns pontilhões não se mostram muito confiáveis, principalmente no período das chuvas. De Água Fria ao morro do Cambembe a estrada é de péssima qualidade, principalmente porque grande parte de seu leito é constituído por espesso areal. Da estrada até o morro o deslocamento tem que ser a pé, através de um cerrado denso.

O caminhamento efetuado em patamares do morro permitiu visualizar a existência de escavações artificiais produzidas por pesquisadores anteriores. Essas escavações não chegam a comprometer a integridade física do morro. A proteção é boa, mesmo nas ravinas naturais, o que impede a ação dos agentes erosivos. - Recomendações de uso e manejo

A ocupação humana é um fato incontestável e a ele não se pode virar as costas. Portanto, é necessário que se faça uma conscientização do povo da região e dos turistas para a preservação de tão valioso patrimônio da vida.

Como orientação, sugerimos os pontos abaixo listados:

a) montagem de uma cartilha instrutiva para alunos de 1º e 2º Graus do município, com texto claro e acessível, para despertar o interesse dos alunos no conhecimento da história paleontológica da Chapada dos Guimarães. Farta ilustração para permitir o reconhecimento de peças fósseis. Conteúdo informativo sugestivo da necessidade de preservação dos jazigos fósseis;

b) cursos de paleontologia específicos para guias de turismo. O objetivo é credenciá-los e torná-los habilitados a usar o assunto como forma de atração turística;

c) seleção d afloramentos para visitação pública feita por profissional qualificado. Nesta seria, inclusive permitida a escavação com liberdade de levar peças. Tais procedimentos incentivariam ainda mais o turismo;

d) montagem, na cidade de Chapada dos Guimarães, de um museu que tivesse um setor de Paleontologia. A UFMT poderia participar com a supervisão e apoio técnico propriamente dito;

e) fomento à pesquisa desenvolvida por grupos emergentes. Esse apoio pode ser dado de formas diversas, com integração dos vários órgãos envolvidos (UFMT, FEMA e prefeitura de Chapada dos Guimarães), com financiamento externo.

Obs: A ausência de pesquisa impede a renovação e o acréscimo de conhecimento. A produção de conhecimento é o retroalimentador de todas as sugestões supra-referidas. Sem ela a informação torna-se rotineira e acaba por não mais despertar o interesse.

- CONCLUSÕES

A execução do projeto "Reordenamento da Chapada dos Guimarães", sob a coordenação e gerência de financiamento da FEMA-MT, representou a execução de proposta elaboradas pela parcela da comunidade, preocupada com a preservação dos monumentos ecológicos da Chapada dos Guimarães. Nesta primeira aproximação, foi possível realizar a paleontologia da região sob o prisma preservacionista. Como resultado têm-se:

a) cadastramento bibliográfico e caracterização paleontológica de sete afloramentos fossilíferos, quais sejam: Lagoinha, Jamacá, Monjolo dos Padres, Serra de Atimã, Independência, Véu de Noiva e Morro do Cambembe;

b) estabelecimento dos itens (05) sugestivos para uso e manejo do conhecimento sobre a paleontologia da área delimitada.

Portanto, já existem as bases para um trabalho mia detalhado e elucidativo, que possa servir de base ao real aproveitamento da comunidade, da produção científica produzida nos meios acadêmicos. E sem dúvida acredita-se ser esse o objetivo, o caminho da preservação do meio ambiente.