"Com a expectativa de que a favela se sinta representada e se encontre em seus personagens, a Netflix lança nesta sexta-feira (9) uma nova série brasileira.
Criada pelo produtor de funk ostentação Konrad Dantas, o KondZilla - que assina o roteiro e a direção - a série original apresenta a história de três jovens criados juntos 'na quebrada' de São Paulo.
Luciano e KondZilla, première em São Paulo
A crítica especializada já associa a série a grandes produções que revelaram o universo da periferia brasileira, como Cidade de Deus e Tropa de Elite.
Doni (MC Jottapê), Nando (Christian Malheiros) e Rita (Bruna Mascarenhas), atores estreantes para garantir o frescor da produção, correm atrás de seus sonhos rodeados por música, drogas e religião.
Luciano e Bruna Mascarenhas
E por falar em igreja, é nela que a jovem Rita encontra certo conforto em meio a um turbilhão de sua realidade.
Ela tem no pastor, um grande apoio.
E é aí que entra Mato Grosso. Luciano Bortoluzzi, que interpreta o pastor Leopoldo, vive em Chapada dos Guimarães.
Foi de sua casa que ele mandou o vídeo que o colocou no casting da nova aposta da Netflix. ';Meu teste foi por celular';, ele se diverte lembrando.
E no dia da première, na Cinemateca em São Paulo, uma das produtoras, Rita Moraes comentou: ';Vieram me perguntar onde a gente tinha encontrado esse pastor';. Ele fica em êxtase. ';Então, é sinal que está bem feito';, se orgulha.
Curiosamente, em outros dois papeis - dos muitos trabalhos que emplacou nos últimos anos - ele também teve um personagem assim.
';Mas o Leopoldo é um pastor muito rico, elegante, sedutor. Sua igreja tem mais de 2,5 mil lugares, piscina aquecida e uma banda, enquanto prega. O pastor Romeu, de ';Insustentáveis'; [série de Perseu Azul e Vermelho Filmes] não tinha uma igreja e o pastor Paulo, do filme ';A Batalha de Shangrilá'; [de Severino Neto e Rafael Carvalho], já tinha uma pequena';.
Bortoluzzi conta que o convite partiu da produtora de casting da série, que já havia o convidado para Lendas Urbanas, da Record, no começo do ano.
';Foi muito louco. Leopoldo é um personagem muito bacana, que lida direto com a protagonista, Rita. Ela quer subir na vida e vê na igreja uma possibilidade';, conta.
E sobre a chance de ultrapassar os seis episódios da estreia, Bortoluzzi está confiante. ';Já assinamos contrato, caso haja uma eventual segunda temporada. Mas a expectativa é muito boa. As primeiras semanas servirão como termômetro';.
Luciano Bortoluzzi tem tradição na arte circense, mas nos últimos anos tem provado sua versatilidade. Ele acredita que as oportunidades em Mato Grosso tenham lhe dado base para o momento surpreendente que tem vivido.
Ele chegou por estas bandas pela primeira vez, em 1989. Depois foi pra São Paulo, onde permaneceu de 1990 a 2011. Voltou para Chapada, ficou até 2013 e em 2017, retornou mais uma vez. 'E agora vou ficar até não sei quando. Só sei que Mato Grosso me dá sorte'.
Desde que chegou, está fazendo um filme atrás do outro. ';Mato Grosso está vivendo seu ponto alto no audiovisual. Estou muito feliz. Estou conseguindo sustentar meus filhos com o cinema';.
Este ano, Bortoluzzi já fez dois longas-metragens. Filmou em Florianópolis ';Mares do Desterro';, de Sandra Alves. ';Emagreci 13 kg para fazer esse filme. Meus filhos também estão no elenco.
É sobre uma família que se isola em uma praia deserta e as crianças vão crescendo e mudando sua trajetória.
Daí, emendei 'Anel de Eva', de Duflair Barradas';.
Ele participa ainda de ';Loop';, de Bruno Bini - prestes a estrear. ';E tem ainda 'Se arrependimento matasse', de Lilian Moema, filmado em Fortaleza, e que estreia na Mostra Olhar Ceará, no Cine Ceará. Mais um que estreia por estes dias';.
Nas próximas semanas, começa a circular com seu palhaço do espetáculo Esperando Lima, por 21 cidades mato-grossenses" pelo projeto Sesc na Estrada e que curiosamente não incluiu na programação a cidade de Chapada dos Guimarães.
2019 tem sido um ano bem produtivo para Bortoluzzi e que Chapada dos Guimarães continue sendo seu palco predileto. Sucesso!